Consolidação de Sonhos: Inaugurada a nova sede da APAPEQ

A Associação de Pais e Amigos de Pessoas Especiais de Quixadá (APAPEQ) inaugurou na tarde desta segunda-feira, 22, a sua nova sede, localizada entre os Bairros Combate e Cedro.

Após anos trabalhando diretamente com a política de inclusão social, a APAPEQ conquista o seu maior sonho e passa a administrar o Centro Integrado de Educação e Saúde Dr. Marcello Cândia, um prédio amplo, e que oferece todas as possibilidades de ampliar o atendimento social na Terra dos Monólitos.

A obra foi intermediada pela Diocese de Quixadá junto a Fundação Italiana Dr. Marcello Cândia, mesma entidade que construiu o Hospital e Maternidade Jesus, Maria e José.

Para a presidenta da APAPEQ, Vera Carneiro, o momento representou a consolidação de uma história de lutas, dor e superação com um percurso onde Deus lhe enviou oportunidades, possibilidades e pessoas de corações imensuráveis.

O prefeito de Quixadá, Ilário Marques, parabenizou a APAPEQ pela conquista e reiterou a parceria da gestão municipal através de convênio com as Secretaria de Educação, Saúde e de Desenvolvimento Social.

A deputada Estadual, Rachel Marques, lembrou que a primeira gestão do prefeito Ilário, inaugurou em Quixadá, iniciativas pioneiras no tocante a implementação de políticas de inclusão da pessoa com deficiência. A administração a época também apoiou e incentivou a APAPEQ para que fosse uma instituição sólida e independente do poder público local.

Sr. Marcos, que na ocasião representou a Fundação Italiana Dr. Marcello Cândia, relatou a trajetória do benfeitor italiano, industrial que, em 1964, vendeu sua indústria química, doando todos os seus bens e a sua própria vida aos pobres.

O bispo diocesano de Quixadá, Dom Ângelo Pignoli, apresentou a público a leitura bíblica do Livro de Mateus, dando o exemplo de Jesus que percorria toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do Reino e curando toda doença e enfermidades do povo. O bispo abençoou o ambiente com água benta.

O vice-prefeito, João Paulo, gestores públicos municipais, vereadores, representantes dos setores empresariais e a sociedade quixadaense, prestigiaram o evento.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Quixadá

Delação da JBS agita semana política no Ceará

A semana inicia agitada não só âmbito nacional, mas também no cenário local. Isso porque as delações do dos sete executivos do grupo J&F, dono do frigorífico JBS, atingiram grupos políticos do Ceará. As delações foram divididas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 32 pedidos de investigação e enviadas para cinco estados – Paraná, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rondônia e o Distrito Federal. O assunto fará parte das discussões nas Casas Legislativas cearenses a partir de amanhã. Por enquanto, as discussões se resguardam aos bastidores e declarações públicas de parlamentares da oposição.
No caso do Ceará, os executivos citaram o ex­-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), e o atual presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB), como receptores de propinas oriundas da empresa. Conforme a delação, os políticos cearenses receberam, respectivamente, R$ 20 milhões e R$ 5 milhões.
As informações obtidas nas delações vão servir de base para as instâncias da Justiça nessas regiões decidirem se novos inquéritos serão abertos.
O líder da oposição na Assembleia Legislativa, deputado Capitão Wagner (PR), prometeu protocolar, hoje, um pedido de impeachment contra o governador Camilo Santana, por ter sido o beneficiário dos recursos repassados a Cid Gomes, conforme delação premiada. Wagner promete levar a temática para o plenário da Assembleia Legislativa. Para ele, independente de quem sejam os acusados, todos devem ser condenados a partir das provas. “Não queremos nos precipitar, seja quem for, do PSDB, do PMDB, do PR, do PT… seja qual for o partido, todos devem ser punidos”, defendeu ele, afirmando ainda que o presidente Michel Temer (PMDB) não tem mais “a menor condição” de permanecer à frente do país.

Aliados, porém, já saíram em defesa do ex-governador Cid Gomes. Inclusive, o atual governador Camilo Santana. “O que posso afirmar de forma categórica é que o ex-governador Cid trata-se de um homem sério e que não compactua com coisas erradas”, disse Camilo. Sobre as doações de campanha, o governador ressaltou que seguiram a lei e, portanto, foram aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitora do Ceará. Quem também saiu em defesa de Cid foi o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio. O pedetista disse ter convicção da “dignidade” do correligionário.
Redução de pena
Apontado pelo delator como um dos porta-vozes de Cid, o deputado licenciado Antônio Balhmann se defendeu nas redes sociais e afirmou que “contribuições eleitorais foram formais, legais, previstas na legislação e declaradas”. Segundo ele, os delatores tentam “confundir o povo brasileiro com o propósito de obter diminuição de pena, tratando doação lícita de campanha e propina como se fossem a mesma coisa”
“Uma coisa é contribuição de campanha, que é prevista na legislação dentro dos limites legais, que estão incluídos dentro das prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral. Outra coisa completamente diferente é a propina, a relação incestuosa entre o meio privado e o meio público”, disse o gestor em vídeo publicado em sua página oficial no Facebook.

Eunício
O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (PMDB), também já tratou de rebater as acusações. Segundo o senador, depoimento de delação premiada seria composto por diálogos “imaginários” e “mentirosos” sobre ele.
“Os diálogos relatados pelo delator são imaginários, nunca aconteceram, são mentirosos, como é possível constatar na prestação de contas do diretório nacional de PMDB ao TSE”, disse Eunício, em nota. Segundo um dos delatores da JBS, o repasse ocorreu após Eunício atuar pelo interesse da empresa na aprovação da Medida Provisória que alterou regras do PIS/Cofis.

Defesa
Embora dos delatores não tenham citados outros parlamentares cearenses, alguns já começaram a tomar providências. Caso do vereador Célio Studart (SDD). Na última sexta-feira, o parlamentar pediu para Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Eleitoral para investigarem suas contas de campanha de 2014, quando disputou uma das vagas para Câmara Federal. Isto porque , segundo informações dos delatores, a quantia, repassada pelo Comitê de Camilo Santana – candidato à época ao Governo do Estado -, serviu para pagar o programa de rádio e televisão no horário eleitoral dos candidatos.

Apostas
Para o deputado federal Raimundo Gomes de Matos (PSDB), o cenário, sobretudo o nacional, é “grave” e “instável” e, portanto, “não tem uma previsibilidade das ações que o Congresso irá adotar a partir de terça-feira”, quando novamente ocorrerá sessões plenárias. “Existe uma fragilidade em todos os poderes e, isso, prejudica a retomada do crescimento”, destacou o tucano.

No caso do PSDB, o parlamentar parabenizou a escolha do senador Tasso Jereissati como interlocutor do partido neste momento e afirmou que a legenda acertou que, hoje, após 72 horas, se reunirá para discutir o mapa da atual situação e, assim, avaliar se permanecer na base do governo. “PSDB irá dialogar porque é autor da ação de cassação da chapa Dilma-Temer”, explicou, acrescentando que a sigla não busca cargos, mas contribuir para o crescimento do país. “Tudo que foi construído está estagnado”, disse ele, ressaltando que o ninho tucano deve manter a mesma coerência durante o processo de impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff.
Já o deputado André Figueiredo (PDT) afirmou que a oposição manterá esta semana suas articulações para ver por qual caminho seguir, uma vez que não acredita na renúncia por parte do presidente Michel Temer.

JBS ajudou a financiar campanhas de 1.829 candidatos de 28 partidos

Câmara/Divulgação
Apostando em um futuro bom relacionamento com prováveis candidatos que fossem eleitos em 2014, a J&F (holding controladora do grupo JBS) destinou mais de R$ 500 milhões para ajudar a eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores de todo o país, segundo os delatores.

Em um dos depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal (MPF), com quem firmou acordo de delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F, Ricardo Saud, entregou um levantamento detalhado em que aponta todos os candidatos financiados pela empresa.

De acordo com Saud, o total em dinheiro repassado por meio de “pagamentos dissimulados” alimentou as campanhas de 1.829 candidatos. Destes, 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 167, deputados federais por 19 partidos.

O delator não deixa claro quais pagamentos foram feitos via caixa 2 e quais foram doações oficiais. No depoimento, divulgado após a retirada do sigilo da delação, ele dá a entender que os valores citados se referem apenas às campanhas de 2014. Em outro depoimento, o dono da JBS, Joesley Batista, também afirmou que a maioria das doações feitas pela empresa tratava-se de propina disfarçada por contrapartidas recebidas.

“Doamos propina a 28 partidos”, contou Saud, admitindo que os mais de R$ 500 milhões destinados a agentes públicos para as eleições de 2014 formavam um “reservatório de boa vontade”. “Era para que eles não atrapalhassem a gente”, afirmou.

O delator cita ainda que foram distribuídas “propina para 16 governadores eleitos e para 28 candidatos ao Senado que disputavam a eleição, a reeleição ou a eleição para governador”, acrescentou. Segundo ele, os governadores eleitos pertenciam ao PMDB (4), PSDB (4), PT (3), PSB (3), PP (1) e PSD (1).

Ao entregar a documentação aos procuradores, Saud enfatizou a importância do “estudo” que fez por sua própria conta. “Acho que, no futuro, isso aqui vai servir. Aqui estão todas as pessoas que direta ou indiretamente receberam propina da gente.” Os documentos liberados pelo STF não trazem a lista de todos os nomes que fariam parte deste levantamento aponta por Saud.

Fonte: Agência Brasil

STF determinou afastamento de Aécio Neves e Rocha Loures dos mandatos



O STF determinou o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato de senador e do deputado Rocha Loures (PMDB-PR) do mandato de deputado federal. Com relação ao senador Zezé Perrela (PMDB-MG), o mandado é de busca e apreensão.

O Supremo também autorizou a prisão da irmã do senador, a jornalista Andrea Neves. O mandado é de prisão preventiva, quando não há prazo para a soltura.

Todos os envolvidos foram citados na delação do empresário Joesley Batista fechada com a Procuradoria-Geral da República. Aécio e Rocha Loures foram acusados por ele de pedirem dinheiro. Os valores foram pagos com notas rastreadas e a entrega filmada.

Todas as ações são autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo. Endereços de Aécio Neves e Rocha Loures foram alvo de busca e apreensão.

A memória do Legislativo: Livro A História Política Legislativa de Quixadá será lançado em breve

Será lançado em breve no auditório Francisco Dolor de Góes, espaço do Legislativo quixadaense, o livro A História Politica Legislativa de Quixadá, trabalho de pesquisa do escritor e historiador Antônio Ailson da Silveira Medeiros que objetivou registrar em um só documento toda a vida política e administrativa de Quixadá, bem como de todos os seus ex-administradores.

O livro também contará o cotidiano e dados relevantes da Câmara Municipal deste município desde o dia em que começou a funcionar, quem dela participou como intendente, interventor, prefeito, vereador, suplente, presidente, vice-presidente e secretários de mesa, o tempo em que dela participaram e os fatos que direta ou indiretamente, influenciaram no seu funcionamento.

Ailson da Silveira que atualmente exerce a função de assessor jurídico da Câmara de Quixadá adiantou em entrevista que aguarda o processo de produção gráfica e tão logo o livro esteja pronto, fará seu lançamento em um evento aberto a população nas dependências da Câmara Municipal de Quixadá.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Câmara de Quixadá

Mais de 231 mil agricultores familiares estão aptos a receber o Garantia Safra 2016/2017 no Ceará

 Nordeste enfrenta seca de cinco anos; moradores enfrentam perda de safra e mortes de animais (Foto: Alan Tiago Alves/G1)
O governador Camilo Santana assinou nesta terça-feira (25), no Centro de Eventos, ao termo de adesão ao Garantia Safra 2016-2017. Com investimento de R$ 117 milhões, o programa beneficia os agricultores que tiveram perda de pelo menos 50% da produção e pode atender 231.225 trabalhadores cearenses. Dos 184 municípios do Ceará, apenas quatro ficaram de fora da atual edição: Fortaleza, Eusébio, Guaramiranga e Jijoca de Jericoacoara.

"O Garantia Safra é uma das políticas mais importantes para dar segurança aos agricultores familiares do Ceará, diante do Estado em que grande parte dele é semiárido e que vem enfrentando situação de seca severa. São R$ 850, divididos em parcelas de R$ 170 reais", explicou o governador.

Para aderir ao Garantia Safra, o agricultor deve verificar se a sua cidade participa do programa. O município precisa assinar o Termo de Adesão com o governo Estadual e definir a quantidade de agricultores que vão participar em sua jurisdição. O agricultor, por sua vez, deve procurar o escritório de assistência técnica e extensão rural ou o sindicato dos trabalhadores rurais do município.

A inscrição é feita por meio da Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP). Depois de inscrito, o agricultor deve procurar a prefeitura para receber o boleto, que precisa ser pago em uma agência da Caixa, lotérica ou correspondente Caixa Aqui dentro do prazo definido para o seu município. A adesão deve ser realizada antes do plantio.

Garantia Safra

O Garantia Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), direcionada para aqueles agricultores que vivem na região Nordeste, do Norte do estado de Minas Gerais, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha e Norte do estado do Espírito Santo, área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

Os recursos para pagamento aos agricultores são do Fundo Garantia Safra, formado por contribuições do agricultor, do município, do estado e da União. Os agricultores podem fazer o saque do benefício utilizando o Cartão Cidadão ou do Bolsa Família.

Fonte: G1/CE

Quixadá: Museu histórico promove projeto “Fazendo Um Arte” com oficinas e programação cultural

Por todo o dia 20 de abril, o Museu Histórico Jacinto Sousa, realizará a primeira edição do projeto “Fazendo Um Arte”. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura por meio da Fundação Cultural e tem o intuito de tornar o espaço público do museu atrativo e sempre vivo.

A programação terá início as 9h com Oficina de Stencil seguida de apresentação teatral, roda de conversa com o tema: ditadura da mídia, apresentação de DJ´s, entre outros.

Confira a programação na íntegra:

Oficina de Stencil (Pinturas no muro) – 09h às 11h – Jândreson Gomes

Apresentação Teatral – 14:30h às 15h – Hoton Berg

Roda de Conversa: Ditadura na Mídia – 15h às 16h – Ítalo Beethoven

Sunset – 17h às 18:30h – DJ Roni Nogueira e DJ kaike Jorge – 17h às 18:30h

Projeto Rua Tomada – 19h às 22h

PM promove por bravura policiais que sobreviveram a confronto em Quixadá

Policiais são promovidos por bravura após ataque em Quixadá (Foto: Divulgação)
Três policiais militares que sobreviveram a um confronto armado em junho do ano passado, na estrada de terra que liga a localidade de Juatama à sede do município de Quixadá, foram promovidos por bravura na noite desta terça-feira (18) pelo comando da Polícia Militar do Ceará. No ataque, outros três policiais morreram e receberam promoção post mortem.

O 2° Sargento PM João Alves Campos, o Cabo PM José Ribamar Bezerra Júnior e a Soldado PM Michelly Pereira Mariano, todos pertencentes ao efetivo da 1ª Companhia do 9° Batalhão da Polícia Militar de Quixadá foram promovidos a 1° Sargento, 3° Sargento e Cabo, respectivamente.

O cabo Michelly relembra os momentos de tensão e a saudade dos companheiros que morreram durante o confronto “Agradeço a Deus pelo livramento que Ele me deu e fico muito grata pelo reconhecimento da Corporação”. O 1° Sargento João Alves fala que o episódio deixou marcas e que a promoção é uma forma de homenagear a todos os policiais envolvidos no caso. “Eu fui atingido com três tiros, um inclusive de fuzil e outros dois provavelmente de pistola. Acredito que justiça foi feita”, disse.

Para o Coronel Comandante Geral da Polícia Militar do Ceará, Ronaldo Viana, a promoção por bravura é uma forma de reconhecer a atitude heroica dos policiais em combater o crime mesmo com o risco da própria vida. “Os policiais cumpriram a missão com honra e galhardia, a promoção por bravura é uma forma de reconhecer a coragem desses guerreiros”, afirma o Comandante.

O caso
A composição, comandada pelo 2º Sargento PM João Alves Campos estava de serviço no dia 30 de junho de 2016, era composta ainda pelo então soldado José Ribamar Bezerra Júnior, pelo cabo Antonio Joel de Oliveira Pinto, soldado Antonio Lopes Miranda Filho (promovidos post mortem), quando foram acionados para dar apoio a uma composição da Força Tática (FTA) que trocava tiros com cerca de oito homens, armados de fuzil em uma estrada de terra que liga a localidade de Juatama à sede de Quixadá, cerca de 800 metros da área urbana daquela localidade.

No momento em que se deslocavam por uma estrada carroçável para apoiar os companheiros, a viatura colidiu de forma frontal com um veículo, com homens armados na carroceria do veículo, que haviam trocado tiros com a composição do FTA. Os suspeitos passaram a disparar em direção aos militares. O sargento João Alves Campos levou um tiro no braço direito e outro na perna direita. Na embate com a quadrilha, o cabo Antônio Joel de Oliveira Pinto, o soldado Antônio Lopes Miranda Filho e sargento Guanabara (promovido post mortem) foram atingidos e morreram.

Em janeiro, a Polícia Civil concluiu o inquérito que investiga a morte dos três militares e indiciou 10 pessoas. O Ministério Público acatou o relatório, indiciando e denunciando os envolvidos. Quatro pessoas estão presas e seis seguem foragidas.

Fonte: G1/CE

Acordo deve preservar antigo campo de concentração em Senador Pompeu, no Ceará

Antigo cemitério de Senador Pompeu (Foto: Divulgação)
O Ministério Público no Ceará (MPCE) e a Prefeitura de Senador Pompeu, no Ceará, firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para o tombamento do sítio arquitetônico da Barragem do Patu, da Vila dos Ingleses, do Cemitério e do Campo de Concentração do Patu, além do registro do bem imaterial da Caminhada das Almas. O objetivo é proteger o patrimônio histórico-cultural de do município, segundo o promotor Geraldo Nunes Laprovitera Teixeira. Em caso de descumprimento do Termo, o município fica sujeito a multa de R$ 5 mil por mês.

Criado durante a seca de 1932 para conter os retirantes que seguiam para Fortaleza na tentativa de fugir da seca, o Campo de Concentração de Senador Pompeu é um dos sete instalados no Ceará. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda existem sobreviventes que passaram pelo lugar. Dos sete campos de concentração existentes no Ceará, à época, o de Senador Pompeu foi o segundo maior, com uma população de 20 mil pessoas.

“Fato que demonstra esse forte elo [com a cidade] foi a construção de um cemitério simbólico localizado na área onde foram colocados os retirantes, com o objetivo de sagração das ‘almas das barragens’, que, inclusive, já tem incorporado a si uma manifestação ritualística: a procissão em louvor às santas almas da barragem, que ocorre no segundo domingo do mês de novembro, tendo como ponto de partida a Igreja Matriz e ponto de chegada o cemitério”, consta na ACP.

Construída para abrigar os trabalhadores que vieram ao Ceará construir a Barragem do Açude Patu por exigência da empresa inglesa Dwight P. Robinson e Co. - que elaborou o projeto e acompanhou a construção - o conjunto, iniciado em 1919 e que ficou conhecido como Vila dos Ingleses, não foi concluído, pois o projeto de construção do açude foi paralisado em 1923, por ordem do então Presidente da República, Artur Bernardes.

“Dentro do quadro de ações, a Inspetoria Federal de Obras contra as Secas (IFOCAS), atual DNOCS, contratou a empresa inglesa Dwight P. Robinson e Co. para elaborar o projeto e acompanhar a construção da barragem do açude Patu. A empresa exigiu que fosse construída uma estrutura física para as pessoas que viriam trabalhar na área.

Fonte: G1/CE

Cunha rebate Temer sobre impeachment de Dilma

Em carta escrita do próprio punho, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba, afirma que o parecer do processo de impeachment de Dilma Rousseff foi submetido, antes da abertura, ao presidente Michel Temer. Cunha diz que Temer não falou, em entrevista no sábado, dia 15, a "verdade" sobre o ocorrido em encontro dois dias antes da abertura do processo de afastamento da petista.

No sábado, Temer foi questionado sobre o papel de Cunha no impeachment e disse que ambos teriam conversado a respeito do encaminhamento na Câmara - e que Cunha dizia que arquivaria os pedidos se tivesse os votos do PT no Conselho de Ética. Cunha, por outro lado, afirma que Temer teve acesso ao parecer e deu aval sobre o conteúdo.

O deputado cassado também afirma que Temer se "equivocou nos detalhes" quando tratou de encontro com o ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial Márcio Faria da Silva. Em delação, Silva diz que o presidente comandou reunião de acerto de propina de US$ 40 milhões, marcada por Cunha. Temer nega. O deputado cassado, porém, não contesta a versão de que não se falou de valores. O Planalto informou que não vai se manifestar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.